quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Facebook torna as pessoas mais sociais + Video


24 de novembro de 2010

Por Agências

Diferentemente do que diz o senso comum, redes sociais como o Facebook não enfraquecem os laços pessoais entre pessoas, mas os fortalece de forma singular em diferentes idades, segundo uma nova pesquisa.

O rápido crescimento do Facebook, que hoje tem mais de 500 milhões de usuários em todo o mundo, gerou preocupações sobre os efeitos negativos das redes sociais, porém pesquisadores da Universidade do Texas chegaram a uma conclusão diferente.
“Nossas descobertas indicam que o Facebook não está substituindo interações cara-a-cara entre amigos, família e colegas”, disse S. Craig Watkins, professor de rádio, TV e cinema que chefiou o estudo.
“Na verdade, acreditamos que há evidências suficientes de que as mídias sociais dão oportunidade a novas formas de expressão de amizade, intimidade e comunidade.”
Os pesquisadores entrevistaram 900 estudantes universitários e jovens recém-formados sobre como e com quem interagem no Facebook.
Mais de 60% dos usuários do Facebook afirmaram que atualizações de status estavam entre as atividades mais populares.


Bernd Debusmann Jr (REUTERS)

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/link/facebook-torna-as-pessoas-mais-sociais-diz-estudo/


Bom Dia Brasil - coluna Coisas do Gênero: As armadilhas e prazeres do universo digital por bigdigo no Videolog.tv.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Agir e Pensar: Tricotilomania - mania de arrancar cabelos

Especialistas pedem atenção a portadores de mania de arrancar cabelos

Instituto britânico diz que médicos resistem em reconhecer gravidade de distúrbio, conhecido como tricotilomania.

Da BBC
Paciente com tricotilomania.
Paciente com tricotilomania. (Foto: BBC)

Especialistas britânicos defendem que os serviços públicos de saúde deveriam oferecer mais ajuda para pessoas que sofrem de tricotilomania - o impulso incontrolável de arrancar fios de cabelo e pelos.
Caracterizada como um distúrbio no controle de impulsos - como, por exemplo, a cleptomania e o vício em jogatinas - o problema afeta 1% da população britânica. Muitos dos pacientes de tricotilomania não se dão conta de que estão arrancando os cabelos. A mania deixa muitos com grandes falhas no seu cabelo.
Acredita-se que entre suas causas estejam ansiedade, depressão e estresse.
Para o Instituto Britânico de Tricologistas - especialistas que lidam com problemas no couro cabeludo - as pessoas que sofrem do distúrbio não estão recebendo a atenção devida.
Os especialistas dizem que estas pessoas precisam de ajuda psicológica mais rápida e acessível, como terapia cognitiva e e comportamental.

Rede protege cabelo de paciente.
Rede protege cabelo de paciente. (Foto: BBC)

Marilyn Sherlock, presidente do instituto, disse à BBC que a reação mais comum dos médicos aos casos de tricotilomania é 'pare, simples. apenas não faça mais isso'. 'Geralmente, os problemas com cabelo não ameaçam a vida (do paciente)', disse. 'Por esta razão, eles (os médicos) tendem a não tratar com tanta seriedade. (Mas) é um problema bem mais grave, pois é tão visível.'

Um caso típico é o de Emily, de 19 anos, que começou a apresentar os sintomas do problema aos nove anos de idade. 'Meu rendimento escolar caiu e os professores começaram a notar meu comportamento. Eles chamaram minha mãe e contaram que eu andava arrancando meus cabelos', afirmou.
A jovem foi colocada em uma lista de espera e, depois, encaminhada a um psicólogo. No entanto, ela afirmou que seu problema não foi totalmente compreendido.

Emily ficou em uma lista de espera para conseguir tratamento.
Emily ficou em uma lista de espera para conseguir tratamento. (Foto: BBC)

'Quando eu estava crescendo foi muito difícil, pois meus amigos, ok, eles tinham as questões deles, mas o cabelo deles sempre estava bom', afirmou.
'Em um certo momento (meu cabelo) estava tão desigual, que minha mãe tinha que colocar fitas e amarrar. Eu tinha que colocar presilhas em todos os lados da minha cabeça. Não parecia normal, mas era a única forma de disfarçar', afirmou.

Tratamento
Poucos tratamentos são financiados pelo serviço público de saúde. Segundo Marilyn Sherlock, do Instituto Britânico de Tricologistas, uma forma de começar a ajudar é descobrir sobre os hábitos das pessoas que arrancam os cabelos. 'Acontece enquanto eles assistem à TV ou quando estão lendo um livro? Podemos descobrir formas de distraí-los, para que as mãos deles fiquem ocupadas, fazendo outras coisas', disse.
Graham Archard, do Colégio Real de Clínicos Gerais, está surpreso com o fato de que as queixas dos pacientes não estão recebendo a atenção devida. O médico afirma que apenas falar para o paciente 'pare com isso' não é o bastante. 'Se um médico está falando isso para um paciente, meu conselho é encontrar outro clínico geral, encontrar alguém que realmente vá ouví-los', disse.
Lucinda Ellery, que gerencia uma rede de salões de beleza especializada em tratamentos para perda de cabelos, atende centenas de meninas todos os anos. Ela afirma que a maioria das meninas que atende gastam milhares de libras nos tratamento.

FONTE: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/11/especialistas-pedem-mais-atencao-para-portadores-de-mania-de-arrancar-cabelos.html

domingo, 7 de novembro de 2010

Agir e Pensar: In Treatment - 3a Temporada

por Pedro Quaresma Cardoso

Confira a notícia da Folha de hoje sobre a excelente série In Treatment. Vale a pena conferir.

"In Treatment" volta com novos pacientes
DE SÃO PAULO

Enquanto na TV aberta, o segredo de Gerson, da novela "Passione", mantém o público com os olhos grudados no divã do doutor Flávio Gikovate, nos canais pagos as atenções estão voltadas para outros pacientes.
A série "In Treatment" (Em tratamento), que estreou sua terceira temporada há duas semanas nos EUA, tem o desafio de caminhar com as próprias pernas.



Aclamado pela crítica e vencedor de prêmios como o Emmy e o Globo de Ouro, o seriado teve os roteiros das duas primeiras temporadas adaptados de um sucesso da televisão israelense. O original, contudo, teve apenas duas temporadas.
Na novo ano, três novos pacientes do doutor Paul Weston (Gabriel Byrne) são apresentados.
São eles: Sunil, um viúvo indiano que é forçado a morar com o filho e com a nora; Frances, atriz que caiu no ostracismo, conseguiu ser escalada para uma peça, mas vive esquecendo suas falas; e Jesse, um adolescente gay que recebe uma ligação de sua mãe biológica.

Paul também tem novidades na própria terapia. Acostumado com a doutora Gina (Dianne Wiest), que o acompanhou durante anos, ele passa a se consultar com a doutora Adele (Amy Ryan).
Assim como nas temporadas anteriores, a série mostra uma consulta por episódio. A ação quase não sai do consultório. A ideia de exibir um paciente por semana, no entanto, foi abandonada.
No Brasil, a nova temporada estará na programação da HBO em 2011, mas ainda não tem data para ir ao ar.
(VM)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Psicologia: Nora x Sogra: Precisa ser difícil?

por Karina Alvarez

Relação com a sogra tem sempre que ser difícil? Que conflitos ocultos permeiam essa relação? Eis que o bebê nasce, a mãe passa a viver 24 horas ligada naquela criatura, o tempo vai passando e a criança vai crescendo, dificilmente a mãe se dá conta disso até ele apresentar: - Mãe, essa é a fulana, minha namorada. Namorada? Como assim, se ontem mesmo ela preparou o mingau do filhinho. E assim começa uma relação nora x sogra sujeita a chuvas e trovoadas.

Por um lado a namorada/noiva/esposa espera que o namorado/noivo/marido assuma sua própria família e do outro a sogra não admite que ele deixe seu papel de filho.
Na vida nós ocupamos diversos “cargos” pai, mãe, filho, filha, namorada, esposa, marido, tia, irmão. Isso sem falar no lado profissional. E cada uma desses papéis convivem dentro de nós. Para as mães, eles nunca deixarão de ser seus filhinhos e nem tem que deixar de ser, desde que o filhinho assuma suas responsabilidades e “cresça” quando está em uma relação, e a sua mãe incentive isso, mesmo que quando ele visite a mamãe ela faça seu pratinho na hora do almoço. E o que é que tem de mais?

É tudo uma questão de equilíbrio. Esse cabo de guerra muitas vezes é superado com concessões de ambos os lados. Existem sim muitas relações conflituosas nora x sogra, mas também há conhecimento de relações tão bonitas desse tipo que nos fazem acreditar que com um pouquinho de paciência e tolerância de ambas as partes a família tende a crescer e não rachar ao meio.

O homem fica no meio de dois pólos importantíssimos de sua vida, a mulher que ele escolheu e a mãe, nenhuma pode em absoluto ocupar o lugar da outra, isso não existe e quando se aceita essa condição tudo se torna mais fácil. Se o respeito predominar e cada uma respeitar o espaço da outra esses dois pólos não precisarão ser opostos e sim complementares.

Características pessoais de personalidade influenciam e muito nessa relação assim como em todas as outras e é exatamente nisso que deve-se estar atento, certamente o domínio que a sogra exerce sobre o filho é apenas um reflexo do seu comportamento de um modo geral.

As noras certamente não sabem como é difícil abrir mão de um filho para que ele vá viver com outra pessoa, mas elas um dia saberão, pois terão os seus próprios filhos e as sogras um dia também já passaram por situação semelhante ao se casarem com filhos de outras mulheres. Existem sogras que aprenderam com sua própria experiência e procuram fazer diferente em sua relação com as noras. E as noras, que um dia serão sogras, também terão essa oportunidade. É um ciclo sem fim. Essa é a reflexão que deve estar aberta nessa relação. Não existe vítima ou vilão apenas duas pessoas exercendo papéis da forma como a vida ensinou a elas. A receita para melhorar essa relação? Paciência, muita paciência de ambos os lados, uma pitada de bom humor, rir da vida é o melhor remédio, saber ceder as vezes e lembrar que no meio disso tudo existe um homem que não saberia escolher entre um lado e outro.


 



Relato real: Quando eu me casei todos queriam conhecer meu novo lar, inclusive a minha sogra. Eu ainda estava ajeitando a disposição dos móveis quando ela cismou que determinado móvel deveria ficar de um jeito X. Eu queria de um jeito Y e falei isso pra ela. Ela começou a contra-argumentar quando eu parei e pensei que aquilo poderia acabar em uma grande discussão, afinal eu estava na MINHA casa e ali quem manda sou eu, apenas este argumento poria fim a situação, mas eu acabaria causando um constrangimento desnecessário. Deixei ela colocar o móvel onde ela queria, quando ela foi embora eu mudei de lugar novamente. Acho que ela nunca percebeu e eu poupei toda a família de uma situação constrangedora.”
M., 28 anos, casada.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Demissão Ao Vivo vs Maria Rita Kehl: Apesar de você


Nota:
CFP repudia demissão da psicóloga Maria Rita Kehl pelo jornal O Estado de S.Paulo
No dia 2 de outubro de 2010, a psicanalista e psicóloga Maria Rita Kehl, colunista do jornal O Estado de S. Paulo publicou artigo intitulado “Dois pesos” no qual questionou a desqualificação do voto da população pobre e fez comentários sobre o programa Bolsa Família, do governo Lula. O texto gerou grande repercussão na internet e mídias sociais nos últimos dias e culminou com a demissão da colunista no dia 6 de outubro. Segundo ela, a justificativa dada pelo jornal foi que Maria Rita cometeu um “delito” de opinião.
O Conselho Federal de Psicologia (CFP) repudia a demissão de Kehl, solidariza-se a ela e externa preocupação com a atitude do Estadão que, ao demitir uma articulista que se posiciona de maneira contrária ao discurso do jornal, fere o direito à liberdade de expressão e de pensamento. Ou não é para garantir a diversidade de opiniões que os jornais, além de editoriais, publicam artigos?
A grande mídia tem acusado o governo de cercear a liberdade de expressão e o Estadão há meses questiona um processo de censura. Entretanto, a demissão da colunista expõe a fissura entre o discurso da mídia que se diz ameaçada em sua liberdade de expressão e suas práticas cotidianas, restritivas à liberdade de opinião.

Apesar de você
por Fabiana Esteca
Ultimamente temos acompanhado na mídia um festival de notícias desencontradas, omissões, distorções, nos deixando perplexos frente aos principais veículos de comunicação. Esta realidade ficou de tal modo descarada que a imprensa anda perdendo a credibilidade. O que não é de hoje, mas ganhou peso principalmente por conta das eleições e piorou com a campanha do segundo turno.
Um vídeo bastante comentado nos últimos dias, em que o jornalista Paulo Beringhs pede demissão ao vivo, por não corroborar com a posição parcial que lhe estava sendo imposta, na emissora de TV Brasil Central, de Goiás, é mais um ícone escrachado desta realidade.




            Claro que a isenção total de um posicionamento não é possível, mas o que é vergonhoso, de fato, não é a expressão de uma opinião, é não querer mostrar a integralidade dos fatos, ou mesmo vetar aqueles que mencionam outro ponto de vista. A função do jornalismo é justamente essa, apresentar os fatos, permitir que haja um debate honesto. Quando se suprime esse direito da população, beiramos o autoritarismo midiático, disfarçado e maquiado, o que é ainda mais perigoso.
            A frase de Voltaire, lembrada por Eugenio Bucci em publicação recente diz o seguinte:
            “não concordo com uma palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê- las”
            Parece que o valor da liberdade de opinião anda mais distorcido do que nunca. Bom seria se os detentores de informação pensassem assim.
Viramos reféns de uma imprensa enviesada, que expõe uma opinião e finge que a outra simplesmente não existe. É lamentável que estejam querendo vetar nosso direito de ponderar, de debater idéias divergentes e ter um pensamento crítico. Porém, temos um instrumento poderoso, a Internet, que cria movimentos de protesto, de alcance quase viral, quando a democracia não se faz valer.