quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Gestores criam estratégias para aumentar produtividade de reuniões

LEOPOLDO ROSALINOCOLABORAÇÃO PARA A FOLHA



Diretora de uma consultoria, Selene Ferreira teve uma ideia para aumentar o desempenho da equipe durante uma reunião. A proposta poderia colocar em dia a entrega de documentos que há tempos batalhava para conseguir.
"Dividi todos em grupos e transformei a reunião em uma grande gincana", conta ela. Em troca, prometeu aos vencedores bônus em dinheiro e promoções. "Foi uma ideia maluca que deu muito certo", resume.
A competição excedeu as paredes da sala de reuniões e deu resultados. "No dia seguinte, recebi documentos que pedia há um mês", afirma ela, revelando que já pensa em repetir a experiência em outras equipes da organização.
O caso de Ferreira mostra como uma reunião eficiente -- e nem sempre presa aos padrões -- faz diferença para aumentar o desempenho das equipes.
"O nível de formalidade depende do estilo da empresa, mas é preciso que todos tenham liberdade de colocar suas ideias durante a conversa", afirma Laerte Oliveira, diretor da Nota 10, consultoria em gestão empresarial.
Uma reunião de sucesso, que realmente impacte o desenvolvimento da equipe, deve ser estruturada a partir de uma meta, explica Oliveira. "É importante dividir com todos a responsabilidade de buscar esse objetivo."
É o que faz a executiva Viviane Gonzalez, da Business Partners Consulting. "Planejo reuniões semanais para o ano todo e com tema definido", conta. Para ela, uma reunião direta, rápida e com espaço para perguntas de todos é sinônimo de eficiência.
PRODUTIVIDADE
O consultor Laerte Oliveira dá cinco dicas para tornar encontros com a equipe mais eficazes:
  • Agende a reunião com antecedência, para que todos possam ir munidos de informações
  • Defina início e fim do encontro, que não deve passar de 60 minutos. Reuniões extensas tiram o foco
  • Procure resolver cada assunto em apenas uma reunião
  • Use técnicas de "brainstorming" -- todos os presentes devem dar ideias sobre o assunto discutido sem medo de errar
  • Cada participante deve sair do encontro sabendo qual é sua parte no objetivo proposto, o tempo necessário para alcançá-lo e a data da próxima reunião
FONTE: http://classificados.folha.uol.com.br/empregos/1006953-gestores-criam-estrategias-para-aumentar-produtividade-de-reunioes.shtml

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Por que quando estamos estressados comemos tantas guloseimas e besteiras?

VEJA ORIGINAL NO WWW.VIRGULA.COM.BR DA COLEGA E AMIGA EDUCADORA FÍSICA PAOLA MACHADO.

O estresse aumenta o consumo de “Comfort Foods”

Por que quando estamos estressados comemos tantas guloseimas e besteiras?

Reprodução
De acordo com os pesquisadores e pós-graduandos Wederley Januário, nutricionista, e Daniela Ortolani, fisioterapeuta, do Laboratório de Biologia do Estresse da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP):
“A compreensão dos mecanismos relacionados ao estresse ocupa a atenção de cientistas e clínicos desde a definição do termo feita pelo endocrinologista Hans Selye, em 1936.
Acredita-se que pelo menos um terço das doenças que levam as pessoas a procurarem atendimento médico sejam relacionadas ao estresse.
As condições atuais de vida no mundo Ocidental representam um dos principais causadores de estresse em seres humanos, o chamado estresse psicossocial, causado pelo processo acelerado de urbanização e alteração de hábitos de vida.
A resposta de estresse em seres humanos e em animais inclui a ativação de sistemas neurais e endócrinos que são responsáveis por liberar os hormônios do estresse, catecolaminas e glicocorticóides, respectivamente. A interrelação entre estes dois sistemas é de grande importância fisiológica. Em geral, os hormônios glicocorticóides induzem a melhora ou a regulação dos processos mediados pelas catecolaminas.
O estado emocional afeta o comportamento alimentar e diferentes alimentos influenciam as respostas de estresse, numa complexa via de regulação e equilíbrio.
Em experimentos utilizando animais, vários pesquisadores demonstraram que a exposição por um longo período de tempo a agentes estressores pode alterar o consumo de alimento e o peso corporal. Estudos realizados em humanos demonstraram que as experiências emocionais podem levar ao aumento de ingestão de alimentos, em especial alimentos doces e ricos em gorduras, conhecidos como “comfort foods” (alimentos que confortam). Períodos de maior sobrecarga de trabalho associam-se a maior consumo de calorias e gorduras, principalmente em pessoas que usualmente fazem dietas hipocalóricas (baixo consumo calórico).
A variação individual da intensidade da resposta de estresse se relaciona com o grau de influência do estresse no comportamento alimentar. Cientistas propuseram que os glicocorticóides (hormônios do estresse) estimulam a ingestão de “comfort foods” e que, por sua vez, protegeriam o organismo da disfunção associada ao estresse e, consequentemente, da depressão e da ansiedade.
Apesar deste tipo de alimento reduzir comportamentos de ansiedade, podem levar à alterações metabólicas, como por exemplo, aumento da glicemia e dos triglicérides e também contribuir para o aumento de peso.”

Repordução
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Contatos:
Daniela Ortolani, fisioterapeuta (UNICAMP) – danielaortalani@gmail.com
Wederley Januário, nutricionista (UNIFESP) – derleyjanuario@hotmail.com
FONTE: http://kilorias.virgula.uol.com.br/2011/11/o-estresse-aumenta-o-consumo-de-“comfort-foods”/#.TrqCF8x38W4.facebook

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Lula, Câncer, SUS e Facebook - Como agem os grupos?

O texto a seguir é bastante interessante e vale a reflexão. Bom fim de feriado. Equipe Agir e Pensar.

Patologias de grupo
HÉLIO SCHWARTSMAN

SÃO PAULO
- Quem quiser vislumbrar a face feia da natureza humana deverá dar uma espiadela nos comentários de leitores a reportagens, blogs e colunas que tratam da saúde de Lula. Há um número não desprezível de pessoas querendo despachar o ex-presidente para a fila do SUS e alguns chegam mesmo a regozijar-se com sua doença.
O fenômeno, com claros contornos políticos, parece estar relacionado à internet e à massificação das redes sociais. Trata-se de uma hipótese especulativa, mas chama a atenção o fato de as manifestações mais deprimentes de intolerância ilustrarem com perfeição o que psicólogos sociais chamam de patologias do pensamento de grupo.
A primeira é a polarização. Junte um punhado de gente com opiniões semelhantes, deixe-os conversando por um tempo e o grupo sairá com convicções mais parecidas e mais radicais. Provavelmente é assim que nascem organizações terroristas.
A conformidade é outro elemento importante. Grupos tendem a suprimir o dissenso. Mais do que isso, procuram censurar dúvidas que um dos membros possa nutrir e ignorar evidências que contrariem o consenso que se forma. É esse o segredo do sucesso das religiões.
Há, por fim, a animosidade. Ponha um corintiano e um palmeirense numa sala e mande-os discutir futebol.
Eles discordarão, mas provavelmente se tratarão com civilidade. Entretanto, se você colocar cem de cada lado, quase certamente produzirá xingamentos e até pontapés.
O que a internet e as redes sociais fazem é criar gigantescos espaços virtuais onde o pensamento de grupo pode prosperar, com o que ele tem de positivo e de negativo. A linha que separa a sabedoria das multidões de delírios coletivos é tênue.
O que os experimentos em psicologia sugerem é que a melhor defesa contra o radicalismo é semear dúvidas, de preferência levantadas por um membro do próprio grupo.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0111201103.htm

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Estudo afirma que maconha causa 'caos cognitivo' no cérebro

WASHINGTON - O consumo de maconha está associado a alterações na concentração e na memória que podem causar problemas neurofisiológicos e de conduta, indicou nesta terça-feira um estudo publicado pela revista Journal of Neuroscience.
Os pesquisadores descobriram que a atividade cerebral fica descoordenada e inexata durante os estados de alteração mental com resultados similares aos observados na esquizofrenia.

O estudo, produzido por cientistas da Universidade de Farmacologia de Bristol, na Inglaterra, analisou os efeitos negativos da maconha na memória e no pensamento, o que pode provocar redes cerebrais "desorquestradas".

O doutor Matt Jones, um dos autores da pesquisa, equiparou o funcionamento das ondas cerebrais ao de uma grande orquestra na qual cada uma das seções vai estabelecendo um determinado ritmo e uma afinação que permitem o processamento de informações e que guiam nosso comportamento.

Para comprovar a teoria, Jones e sua equipe administraram em um grupo de ratos um fármaco que se assemelha ao princípio psicoativo da maconha, a cannabis, e mediram sua atividade elétrica neuronal.

Embora os efeitos nas regiões individuais do cérebro tenham sido muito sutis, a cannabis interrompia completamente as ondas cerebrais através do hipocampo e do córtex pré-frontal, como se as seções de uma orquestra tocassem desafinadas e fora de ritmo.

Jones indicou que estas estruturas cerebrais são fundamentais para a memória e a tomada de decisões e estão estreitamente vinculadas à esquizofrenia.

Os ratos se mostravam desorientadas na hora de percorrer um labirinto no laboratório e eram incapazes de tomar decisões adequadas.

"O abuso da maconha é comum entre os esquizofrênicos, e estudos recentes mostraram que o princípio psicoativo da maconha pode provocar sintomas de esquizofrenia em indivíduos sãos", explicou Jones.

FONTE? http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,estudo-afirma-que-maconha-causa-caos-cognitivo-no-cerebro,790706,0.htm

Use os alimentos para melhorar seu humor

JULIANA VINESDE SÃO PAULO

Seu prato dita o seu estado de espírito. Embora a ciência desconheça as causas da depressão, já se sabe que a dieta é fundamental para a saúde mental e para o bem-estar.
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A explicação é simples. A estabilidade do humor é determinada pela produção, liberação e captação de neurotransmissores. "Essa produção depende de substratos da dieta", diz o psiquiatra Alexandre de Azevedo, do Hospital das Clínicas de SP.
Um dos nutrientes essenciais é o triptofano, aminoácido fundamental para a produção de serotonina, neurotransmissor ligado ao humor. Vitaminas, minerais e gorduras boas (ômega 3) ajudam sua ação. E todas essas substâncias vêm da comida.
A ação dos alimentos no cérebro é tanta que não há muita diferença entre remédio e comida, para o neurocientista Gary L. Wenk, autor de "Your Brain On Food" (como sua mente é influenciada pela comida). "Já usamos comida como medicamento ao beber café ou comer chocolate", disse ele à Folha.
Há os alimentos com ação rápida no humor (café, açúcar e álcool), os que levam dias ou semanas (aminoácidos e minerais) e os de ação lenta (como os antioxidantes), explica Wenk, que é pesquisador da Universidade Estadual Ohio (EUA).


ÚLTIMAS DESCOBERTAS
Um estudo publicado na semana passada no "Journal of Psychopharmacology" avaliou o efeito do ômega 3 em pacientes que se recuperavam de depressão.
O trabalho, feito pela Universidade Leiden, na Holanda, acompanhou 71 pessoas, que receberam suplementação de ômega 3 ou placebo por quatro semanas. Os que tomaram ômega 3 relataram melhoras no processo de tomada de decisão e do estado de tensão.
"O ômega 3 mantém a função de estruturas cerebrais", diz Sandra Lopes de Souza, pesquisadora em neuropsiquiatria da Universidade Federal de Pernambuco.
Outro nutriente popular em pesquisas é o ácido fólico (vitamina B9). "Anormalidades no metabolismo dessa substância estão ligadas a depressão, transtorno bipolar e esquizofrenia", afirma a neurocientista brasileira Patrícia de Souza Brocardo, pesquisadora da Universidade de Victoria, no Canadá.
Um cardápio rico em alimentos com ácido fólico, ômega 3 e demais nutrientes melhora o humor e eleva a disposição, diz Roseli Rossi, especialista em nutrição clínica funcional. "Em um mês o paciente já melhora muito."
Claro, comer coisas boas, só, não adianta. É preciso excluir as ruins e fazer o intestino funcionar bem, para absorver vitaminas e minerais.
"A falha na absorção pode prejudicar o processo", explica Sandra Souza.
Gorduras e carboidratos em excesso causam "efeito rebote". "As gorduras saturadas dificultam a digestão e 'roubam' energia", diz a nutricionista Daniela Jobst.
Já carboidratos refinados (açúcar, macarrão, pão branco) dão um pico de energia seguido por queda brusca.
"É melhor comer carboidratos integrais, que fornecem energia por mais tempo", diz a nutricionista Paula Gandin, da Sociedade Brasileira de Nutrição Funcional.

PRAZER
Apesar das listas de alimentos do humor e dos cardápios da alegria, os nutrientes não devem ser vistos isoladamente, segundo a nutricionista Cynthia Antonaccio.
Para ela, o prazer ao comer também ajuda a elevar o astral. "Não comemos só o nutriente. O alimento não tem só o lado funcional, tem o lado social e psicológico."
Segundo a nutricionista, não adianta comer iogurte se o cardápio não incluir algo prazeroso para você.
"Comer é fonte de prazer e sociabilização. Se perco isso, ou porque não tenho tempo ou porque estou de dieta, perco algo vital."

FONTE? http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/994549-use-os-alimentos-para-melhorar-seu-humor.shtml

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Timidez também tem suas vantagens, dizem especialistas

GUILHERME GENESTRETI
Em um mundo que não para de falar, ser tímido é quase ser doente. Na escola, a participação em aula vale nota; no trabalho, a vaga depende da dinâmica de grupo. Está mais difícil cultivar o temperamento "para dentro". Dê um Google e veja: "perder a timidez" e "vencer a timidez" lideram as buscas sobre o tema.
"Nossas instituições estão montadas para acomodar o talento dos extrovertidos. O introvertido fica de lado, gastando energia na tentativa de ser diferente", diz a autora americana Susan Cain.
Tímida confessa, ela diz que graças a isso pôde formar alianças e negociar, nos sete anos em que advogou para grandes corporações.
"A impressão de que ser tímido é uma desvantagem não é verdadeira", disse Cain à Folha. "Para ser criativo, você deve tolerar a solidão."
Ela diferencia timidez e introversão: uma é o medo de julgamento social e atinge metade das pessoas; outra é a preferência por ficar em lugares tranquilos e com poucos estímulos, tendência encontrada em cerca de um terço da população, segundo as estimativas da autora.
Hoje, Cain mantém um blog com pesquisas sobre o "poder dos introvertidos" e se prepara para lançar o livro "Quiet" (quieto) nos EUA.
Em artigo publicado em junho no "New York Times", Cain afirmou que tímidos e introvertidos correm menos risco de ser internados, de se envolver em acidentes e são predispostos a aprender e a manter uma relação afetiva.
Ainda assim, conclui, timidez e introversão dividem o mesmo status depreciativo.

"NETWORKING"

Nos últimos cinco anos, aumentou a preocupação dos pais com a timidez dos filhos, na percepção da pedagoga Maria Claudia Poletto.
"Eles acham que serão chamados à escola só porque o filho é tímido, como se fosse um comportamento errado."
Aluno falante nem sempre é bom, lembra ela. "Quem fala muito fala besteira. Para se colocar no grupo, tem que falar algo pertinente."
Essa pressão é reflexo das exigências sociais na escola. "Os pais transportam para a vida das crianças o que é importante para eles. Acham que dormir na casa do amiguinho é 'networking'."
O professor de expressão verbal Reinaldo Polito estima atender 1.600 alunos anualmente no curso que leva seu nome e nas outras instituições onde que leciona. Uns querem se desinibir, outros querem perder o medo de falar em público.
"A pessoa está condenada a falar bem", afirma Polito. "Tudo, hoje, leva a pessoa a interagir." Para falar bem, seus alunos aprendem a contar histórias e a fazer as perguntas "certas", capazes de alimentar uma conversa.
"Num processo seletivo, o candidato será avaliado pela forma como se comunica, já que formação não é mais o diferencial."

MEDO DE CONTATO

O agente fiscal Alexandre de Aguiar Júnior, 28, prestou concurso público para fugir das entrevistas de emprego. "Gaguejava, ficava vermelho, suava", conta.
Suas dificuldades não acabaram. "Durante o dia preciso ficar falando ao telefone o tempo todo. Se pudesse, teria um trabalho que não exigisse falar com ninguém."
Casos extremos podem se enquadrar no diagnóstico de fobia social. O medo da avaliação externa é tanto que a pessoa evita o contato social.
Para tratar a fobia, o terapeuta pode, aos poucos, expor o paciente a situações sociais que ele teme.
Timidez não é doença, e sim estilo, reforça a psicanalista Norma Semer. Segundo ela, o tímido ainda leva uma vantagem em relação aos desinibidos: ele pensa bem antes de decidir, é mais cuidadoso. "Agir sem pensar é um perigo. Leva a uma falta de consideração pelo outro e pela realidade."
O universitário Haiser Ferreira, 22, acredita que sua introspecção o torna mais sensível ao sofrimento alheio. "Ouço mais do que falo."
Haiser conheceu a namorada pela internet, em uma comunidade de tímidos, moderada por ele. "É mais fácil fazer amigos lá, as pessoas não estão te vendo e são parecidas com você."

Fonte? http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/988300-timidez-tambem-tem-suas-vantagens-dizem-especialistas.shtml

domingo, 18 de setembro de 2011

Ter vida saudável, buscar apoio e saber causa ajudam a conter estresse

11/08/2011 10h42 - Atualizado em 11/08/2011 14h51

Do G1, em São Paulo
Seja em casa, no trabalho ou no trânsito, o estresse atinge quase toda a população. No Brasil, 30% dos trabalhadores sofrem um nível de desgaste extremo, que pode provocar um colapso nervoso. Faça o teste e veja se você se encaixa nesse perfil.
Mas existe jeito de mudar, e o Bem Estar desta quinta-feira (11) deu cinco dicas infalíveis para você aliviar o estresse e viver melhor. São elas: identificar a principal causa do problema, buscar o controle da situação, manter hábitos saudáveis, fazer o que lhe dá prazer e procurar o apoio de pessoas próximas.
Quem participou do programa desta quinta-feira (11) foi a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente no Brasil da International Stress Management Association (Isma), que trabalha com pesquisa, prevenção e tratamento desse conjunto de sintomas. Ao lado dela, o preparador físico José Rubens D'Elia ensinou uma série de exercícios para respirar bem e relaxar.
É importante refletir sobre os compromissos e responsabilidades do dia a dia, além de ficar atento em relação às dívidas. Segundo Ana Maria, também é fundamental cuidar com as palavras e, principalmente, com os pensamentos negativos.
A repórter Marina Araújo foi até Fortaleza conhecer um espaço antiestresse criado para os moradores do Pirambu, uma das maiores favelas da América Latina.
O estresse também tem um lado bom e a sua importância, pois nos leva a agir e apronta para a luta. Mas, em excesso, pode desencadear várias doenças, porque afeta o sistema imune. Nessas situações, as pessoas tendem a pegar gripes e infecções respiratórias com muito mais frequência.
A pele é rapidamente prejudicada pelo sistema de defesa, por sua conexão com o sistema nervoso e por ser altamente sensível às emoções. Uma reação são erupções cutâneas motivadas por vírus, como verrugas ou herpes. Da mesma forma, acnes e aftas são exacerbadas pelo estresse.
A infertilidade é uma consequência mais incomum, mas pesquisas têm evidenciado que um alto nível de tensão contribui para esse distúrbio, causando ovulação irregular, mudanças hormonais e redução na produção de esperma.
Sinais de desgaste também podem provocar doenças cardíacas, problemas no sono, obesidade, depressão, problemas de memória e digestivos.
Ana Maria explicou que o "burn out" é um colapso que leva à exaustão física e mental, acarretando problemas emocionais e de relacionamento na vida pessoal e profissional. O indivíduo se sente, literalmente, sem saída.
Dicas de relaxamento
Tire apenas 5 minutos por dia para relaxar o corpo. Tenha a certeza de que ninguém vai interrompê-lo: se precisar, desligue o celular. Sente-se em uma posição correta, inspire e expire de forma lenta e profunda. Solte e abane os braços e ombros. Deixe o maxilar descansar. Por fim, solte os pés e tente relaxar as pernas.
Faça uma respiração em 3 tempos: coloque uma mão abaixo do umbigo e outra em cima do estômago. Preste atenção e mande o ar para a parte baixa da barriga. Dá para sentir com a mão que está abaixo do umbigo. Em seguida, mande o ar mais para cima e sinta na mão que ficou acima do estômago. Depois, tente mandar o ar bem mais alto, em direção ao peito.
Estudo americano
Um trabalho feito recentemente pela Universidade de Nova York demonstra que os eventos positivos do cotidiano, como o reconhecimento pelo desempenho profissional ou um convite para jantar, estimulam a produção das células imunológicas. E esse efeito dura 48 horas.
Por outro lado, situações negativas, como ser criticado ou não ser incluído em uma atividade da qual gostaria de participar, suprimem as células imunológicas, mas por apenas 24 horas. Isso indica que o impacto positivo da felicidade no sistema imune é mais poderoso que o negativo. Além disso, pesquisas posteriores indicam que a redução de experiências positivas torna a pessoa mais vulnerável a ficar doente do que um aumento no número de ocasiões negativas.
FONTE: www.G1.com