terça-feira, 24 de julho de 2012

Campanha reacende debate sobre deficit de atenção

 Uma campanha lançada pelo CFP (Conselho Federal de Psicologia) contra o uso excessivo de medicamentos por crianças e adolescentes para melhorar o desempenho escolar, reacendeu o debate sobre o diagnóstico de deficit de atenção.
O lançamento da campanha "Não à Medicalização da Vida" do conselho de psicologia foi feito durante audiência pública na Câmara dos Deputados. O Ministério da Saúde disse ser a favor da ação por defender o uso racional de todos os remédios.
Dados da campanha mostram que, em 2000, foram consumidas 70 mil caixas de medicamentos para o tratamento de distúrbios ligados à aprendizagem.
"Comportamento se aprende, mas com a droga a criança não cria a expectativa de resolver os problemas com novas estratégias. O remédio resolve e ocupa esse lugar", afirma Marilene Proença, conselheira do CFP.


Continue lendo em: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1120095-campanha-reacende-debate-sobre-deficit-de-atencao.shtml

segunda-feira, 23 de julho de 2012

II Congresso de Clínica Psiquiátrica 2012


O conteúdo do evento abordará questões polêmicas no avanço da psiquiatria, cobrindo desde ciências básicas e pesquisa clínica até políticas de saúde pública e saúde mental.

Acesse:
http://www.clinicapsiquiatrica.org.br/2012/index.php




terça-feira, 17 de julho de 2012

Brasileiros identificam proteína que protege neurônios contra Alzheimer


Substância chamada STI1 tem papel importante na formação da memória.
Mecanismo pode levar a um novo tipo de tratamento no futuro.





Tadeu Meniconi
Do G1, em São Paulo.
Pesquisadores brasileiros descobriram a ação de uma proteína que serve como proteção aos neurônios contra o avanço do mal de Alzheimer. Os cientistas acreditam que essa substância possa ser usada em algum tratamento futuro contra a doença, que é cada vez mais comum entre idosos e atinge principalmente a memória.

"Identificamos uma ação benéfica que pode vir a se tornar um tratamento", afirma Pedro Hirata, um dos autores do estudo, publicado na revista científica "Journal of Neurochemistry".
Hirata é ligado ao Hospital A.C. Camargo, em São Paulo, e faz intercâmbio na Universidade Western, no Canadá, onde trabalha sob orientação do também brasileiro Marco Prado.
Na pesquisa, o grupo descreveu as interações químicas de uma proteína chamada STI1. Ela é uma das responsáveis por ligar o neurônio a outras substâncias que ficam na superfície dele – por isso, a STI1 recebe o nome de "ligante".
Em cima dos neurônios, também fica uma proteína chamada príon, que funciona como um receptor de substâncias do ambiente externo. Os ligantes fazem a comunicação entre o príon e o neurônio. Essa interação é responsável por vários processos que ocorrem nas células, desde o próprio desenvolvimento delas até a formação de um neurônio funcional.
Há vários tipos de ligantes, e cada um provoca um efeito diferente. Em um trabalho recente, a mesma equipe havia mostrado que, se essa interação for feita por uma toxina capaz de atingir o sistema nervoso, os neurônios perdem a comunicação entre si e acabam morrendo. Agora, nessa pesquisa mais recente, os cientistas descobriram que a proteína STI1 protege os neurônios e tem um papel importante na formação da memória.
A ideia de um tratamento futuro, que ainda precisa ser desenvolvido em laboratório, seria usar a STI1 para blindar os neurônios. Além da proteção natural, essa proteína ainda ocuparia os espaços de ligação, dificultando a interação da toxina com as células.
"Esperamos conseguir esses dois efeitos com a proteína STI1", aponta Hirata.


segunda-feira, 16 de julho de 2012

Clínica analítico-comportamental

 "A terapia analítico-comportamental é um movimento bastante peculiar desenvolvido por brasileiros, que optaram por relatar suas experiências, reflexões e recomendações com base em achados já consolidados e outros inovadores da análise do comportamento. A incorporação gradativa de novos conceitos a práticas já consagradas levou a um desenvolvimento maduro que merece divulgação." (Roberto Alves Banaco - Prefácio)



Nós da Clínica Agir e Pensar, estudamos e recomendamos este livro. Em especial, aos estudantes de psicologia, psicólogos e pessoas interessadas no assunto.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Transtorno obsessivo-compulsivo em jovens é alvo de estudos no HC

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP está fazendo pesquisas sobre métodos de tratamento do TOC (transtorno obsessivo-compulsivo) para crianças e jovens e sobre a hereditariedade do transtorno. Um dos estudos vai comparar a eficácia de iniciar o tratamento com remédios e/ou com terapia cognitiva-comportamental. Os participantes receberão acompanhamento por um ano. A pesquisa seleciona voluntários entre crianças e jovens de seis a 17 anos que tenham pensamentos, impulsos ou comportamentos repetitivos. Um segundo estudo está avaliando a possibilidade de pais com transtornos de ansiedade terem mais risco de gerar filhos que vão desenvolver esse tipo de problema. Podem participar da pesquisa pais que receberam diagnóstico de TOC, pânico, ansiedade e fobia social, com filhos de três a 17 anos. Inscrições para os estudos podem ser feitas pelo telefone 0/xx/11/2661-7594.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Pesquisa da FMUSP revela que comprador compulsivo necessita de tratamento específico

Publicado em Comportamento por Redação em 24 de fevereiro de 2012 |


Júlio Bernardes / Agência USP de Notícias

A compra compulsiva é um distúrbio psicológico que possui caraterísticas diferentes das observadas em portadores de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) e do Transtorno Bipolar. É o que revela uma pesquisa da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). Devido aos sintomas distintos apontados pelos compradores complusivos, o estudo da psicóloga Tatiana Zambrano Filomensky defende o desenvolvimento de novos tratamentos voltados especificamente aos portadores do distúrbio, ao invés da aplicação dos métodos utilizados nos pacientes de TOC e Transtorno Bipolar.

A partir de questionários aplicados em pacientes, a pesquisa verificou que a principal característica do comprar compulsivo é uma falha em resistir ao impulso de comprar, que pode gerar prejuízos pessoais, financeiros e familiares. “O paciente apresenta uma deficiência no planejamento de suas ações e impulso de aquisição excessiva”, descreve Tatiana. “Desta forma, o comprador compulsivo não pensa nas consequências dos seus atos a longo prazo, levando em conta apenas a satisfação do momento de comprar”.

Entre os portadores de TOC, as características mais apontadas na pesquisa foram a repetição constante dos gestos de lavagem (preocupação com contaminação) e checagem. “No caso do Transtorno Bipolar, foram estudados os portadores do Tipo 1, o mais clássico, em que os períodos de mania e depressão são mais definidos, evitando a possibilidade de erro diagnóstico”, afirma Tatiana. “O gasto excessivo é um dos sintomas do estágio de mania, que é o período de maior agitação e euforia nos bipolares”.

Diferenças

Segundo a psicóloga, a instabilidade afetiva dos portadores de transtorno bipolar pode levá-los a comprar compulsivamente no estado de mania. “Entretanto, nos compradores compulsivos, não é a perda de regulação do humor que os leva a comprar”, ressalta.

“A única aproximação verificada entre portadores de TOC e compradores compulsivos é a aquisição compulsiva, sintoma que está relacionado com o transtorno de armazenamento compulsivo ou hoarding”, conta Tatiana. “Apesar dessa interface, as características mais comuns apontadas nos dois transtornos são muito diferentes”.

Participaram da pesquisa 85 pessoas. Os compradores compulsivos vieram do Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso (Pró-AMITI) do Instituto de Psiquiátria (IPq) do Hospital das Clínicas (HC) da FMUSP. O tratamento é realizado em conjunto com o dos portadores de outros distúrbios. Os pacientes com TOC e Transtorno Bipolar participam do Programa Transtornos do Espectro Obsessivo-Compulsivo (PROTOC) e do Programa de Transtorno Bipolar (PROMAN), também realizados pelo IPq. A pesquisa foi orientada pelo professor Hermano Tavares, da FMUSP.

De acordo com a psicóloga, as principais características dos compradores compulsivos são a falta de planejamento e o impulso de aquisição excessiva, o que revela sintomas próprios independentes dos verificadas em outros transtornos. “Isso deve ser considerado pela Medicina para desenvolver tratamentos específicos para a compra compulsiva”, ressalta Tatiana, “e não aplicar os métodos já utilizados nos pacientes de TOC e Transtorno Bipolar”.

Mais informações: e-mail tatizf@usp.br, com Tatiana Zambrano Filomensky